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Evidência limitadaCoração e metabolismo

Óleo de perilla

Um óleo vegetal com cerca de 60% de ácido alfa-linolênico, vendido como ômega-3 vegano. A suplementação com ALA mexe um pouco em marcadores inflamatórios e lipídicos, mas a conversão em EPA e DHA nos humanos é ruim, então não substitui o óleo de peixe.

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O que a ciência diz

  • Marcadores de risco cardiovascular Evidência limitada

    Uma meta-análise de 19 ensaios randomizados com 1183 pessoas com sobrepeso ou obesidade encontrou pequenas reduções de proteína C-reativa, TNF-alfa, triglicerídeos e pressão sistólica com a suplementação de ALA. Os ensaios usaram diversas fontes vegetais de ALA, principalmente linhaça, e não perilla.

  • Não equivale a EPA e DHA Evidência moderada

    Uma meta-análise que comparou diretamente EPA/DHA com ALA em fatores de risco cardiometabólico mostrou mudanças maiores com os ácidos graxos marinhos. A conversão humana de ALA em EPA fica na casa de poucos por cento, e a conversão em DHA é ainda menor.

  • Respostas plaquetárias e inflamatórias Evidência limitada

    Um ensaio randomizado, duplo-cego e controlado por placebo especificamente com óleo de perilla, em fumantes saudáveis, relatou mudanças em medidas plaquetárias e inflamatórias. É um único ensaio com desfechos substitutos.

Dose e segurança

Dose estudadaOs ensaios com óleos ricos em ALA costumam fornecer 2–6 g de ALA por dia, o que corresponde a algo entre 4 e 10 g de óleo de perilla. As cápsulas do mercado normalmente entregam bem menos que isso por porção.
SegurançaEm geral bem tolerado; doses altas podem causar fezes amolecidas. A perilla é da família da hortelã e há casos documentados de alergia, sobretudo na Coreia e no Japão, onde é alimento. Em doses maiores tem leve efeito antiplaquetário, relevante para quem usa anticoagulantes ou vai operar. É um óleo muito insaturado e oxida rápido, então guarde na geladeira e descarte se sentir cheiro de ranço.

Como tomar

HorárioO horário não importa.
Com comida?Tome com uma refeição, tanto pela absorção quanto para evitar fezes amolecidas.
Vale saberCompre frascos pequenos, guarde na geladeira e descarte o óleo se ele cheirar a tinta velha ou a peixe, porque ele oxida rápido.

Interações

Com medicamentos

  • varfarina e outros anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários

    Ingestões altas de óleo rico em ALA prolongam levemente o tempo de sangramento. avise seu médico antes de combinar e suspenda antes de cirurgias

Com outros suplementos

  • óleo de peixe, alho, ginkgo

    Os leves efeitos antiagregantes deles se somam. evite acumular vários em doses altas, principalmente antes de cirurgias

Somente interações bem estabelecidas — a lista não é completa. Informe sempre ao seu médico e farmacêutico o que você toma.

Perguntas frequentes

Óleo de perilla substitui o óleo de peixe?

Não: o óleo de perilla fornece ácido alfa-linolênico (ALA), e a conversão humana de ALA em EPA fica na casa de poucos por cento, com conversão em DHA ainda menor (evidência moderada). Uma meta-análise direta mostrou mudanças cardiometabólicas maiores com EPA/DHA marinhos do que com ALA.

Óleo de perilla faz bem para o coração?

A evidência é limitada: uma meta-análise de 19 ensaios com 1183 pessoas encontrou pequenas reduções de PCR, triglicerídeos e pressão sistólica com suplementação de ALA, mas as fontes eram sobretudo linhaça, não perilla. O único ensaio específico com óleo de perilla mediu só desfechos substitutos.

Quanto óleo de perilla tomar por dia?

Os ensaios com óleos ricos em ALA forneceram 2–6 g de ALA por dia, o que corresponde a algo entre 4 e 10 g de óleo de perilla, bem mais que a maioria das cápsulas entrega. Tome com uma refeição para evitar fezes amolecidas.

Óleo de perilla estraga?

Sim: o óleo de perilla é muito insaturado e oxida rápido, então compre frascos pequenos, guarde na geladeira e descarte se cheirar a ranço, tinta velha ou peixe. Há também casos documentados de alergia à perilla, da família da hortelã.

Referências científicas

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