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Evidência limitadaCoração e metabolismo

Vitamina B3 (Niacina)

A niacina eleva o HDL e reduz os triglicerídeos de forma confiável, mas dois grandes ensaios de desfecho não mostraram redução de eventos cardiovasculares além do que as estatinas já fazem — e mostraram dano real, incluindo diabetes de início recente, infecções e sangramentos. Os números do lipidograma melhoram; os pacientes não se beneficiam.

O que a ciência diz

  • Melhora os números do lipidograma (eleva HDL, reduz triglicerídeos e Lp(a)) Evidência forte

    A niacina de liberação prolongada em 1,5-2 g/dia eleva o HDL-C em cerca de 20-25%, reduz os triglicerídeos em 20-30% e diminui a Lp(a) em torno de 20%. Isso é consistente em dezenas de ensaios — é o efeito bioquímico mais bem documentado de qualquer vitamina do complexo B.

  • Reduz eventos cardiovasculares Evidência limitada

    O AIM-HIGH randomizou 3.414 pacientes com doença aterosclerótica e HDL baixo em uso de sinvastatina para niacina de liberação prolongada 1,5-2 g/dia e foi interrompido precocemente por futilidade, apesar do esperado aumento do HDL. O HPS2-THRIVE randomizou 25.673 pacientes para niacina mais laropiprante e não encontrou redução de eventos vasculares maiores, além de um excesso significativo de eventos adversos graves. Dois grandes ensaios, ambos negativos — essa alegação está efetivamente refutada para pacientes tratados com estatinas.

  • Causa dano clinicamente relevante em doses farmacológicas Evidência forte

    O HPS2-THRIVE encontrou excessos significativos de diabetes de início recente, descontrole do diabetes já existente, infecção grave e sangramento grave com niacina/laropiprante. Somado ao flushing e ao risco de hepatotoxicidade, esse perfil de dano é a principal razão pela qual a niacina caiu em desuso nas diretrizes.

  • Trata a pelagra e a deficiência de niacina Evidência forte

    A niacina cura a pelagra (dermatite, diarreia, demência), motivo pelo qual foi descoberta. A deficiência é rara em países com farinhas fortificadas, mas ocorre no transtorno por uso de álcool, na síndrome carcinoide, na doença de Hartnup e durante o tratamento com isoniazida. Doses nutricionais comuns de 15-20 mg/dia são suficientes.

Dose e segurança

Dose estudadaA RDA é de 16 mg EN/dia para homens e 14 mg EN/dia para mulheres — facilmente atingida pela dieta. Os ensaios de lipídios usaram 1.500-2.000 mg/dia de ácido nicotínico de liberação prolongada, com aumento gradual ao longo de semanas. A nicotinamida (niacinamida) não eleva o HDL e não causa flushing; 500 mg duas vezes ao dia têm evidência dermatológica própria para redução de câncer de pele não melanoma. O hexanicotinato de inositol ('niacina sem flush') libera pouco ácido nicotínico livre e não altera os lipídios de forma relevante.
SegurançaO flushing mediado por prostaglandinas (ardor, coceira, vermelhidão) atinge a maioria dos usuários em doses de gramas e é a principal razão de abandono; tomar com comida ou pré-tratar com aspirina atenua o efeito. Hepatotoxicidade dose-dependente — as formulações de liberação sustentada carregam o maior risco, e há relatos de insuficiência hepática fulminante. Eleva a glicemia de jejum e precipita diabetes de início recente; piora o controle glicêmico em quem já tem diabetes. Aumenta o ácido úrico e pode desencadear gota. Aumento de infecções graves e sangramentos no HPS2-THRIVE. Interage com estatinas (risco de miopatia) e anti-hipertensivos (hipotensão aditiva). Existem produtos de niacina com prescrição em muitos países; o uso em nível de gramas deve ser supervisionado por médico, e ela não é mais recomendada como terapia adicional às estatinas.

Referências científicas

Onde comprar

Life Extension, Vitamin B3 Niacin, 500 mg, 100 Capsules

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