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Evidência moderadaSono e relaxamento

Erva-luísa (Aloysia citrodora)

Uma erva aromática sul-americana (Aloysia citrodora) rica em verbascosídeo. Dois pequenos ensaios randomizados controlados por placebo relatam melhora na qualidade do sono, o que já é mais do que a maioria das ervas calmantes consegue mostrar — ainda que ambos fossem pequenos e ligados à indústria.

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O que a ciência diz

  • Qualidade do sono em pessoas com insônia Evidência moderada

    Um ensaio randomizado, duplo-cego e controlado por placebo com 100 pacientes com insônia encontrou melhora nos escores de gravidade da insônia e de qualidade do sono ao longo do tratamento. É o maior estudo dessa erva e relatou boa tolerabilidade.

  • Qualidade do sono em adultos saudáveis Evidência moderada

    Um outro estudo randomizado, duplo-cego e controlado, com extrato padronizado de Aloysia citrodora em pessoas saudáveis, relatou melhora em medidas subjetivas e de actigrafia do sono. A amostra tinha menos de 100 pessoas e o estudo foi patrocinado pelo fabricante do extrato.

  • Efeitos antioxidantes e de recuperação Evidência limitada

    A erva-luísa também é vendida para recuperação pós-exercício e estresse oxidativo, com base em ensaios curtos e pequenos e em trabalhos mecanísticos com o verbascosídeo. Esses desfechos são bem menos estudados de forma consistente do que os de sono.

Dose e segurança

Dose estudadaOs ensaios de sono usaram cerca de 400 mg por dia de extrato padronizado, ou infusão da folha seca no estudo de insônia, tomados à noite. Os extratos comerciais costumam ser padronizados em 10–25% de verbascosídeo.
SegurançaBem tolerada nos dois ensaios, sem eventos adversos graves relatados. Os dados cobrem apenas alguns meses de uso. Evite na gravidez e amamentação por falta de dados e tenha cautela junto com medicação sedativa. Quem tem doença renal deve moderar quantidades grandes do chá.

Como tomar

HorárioÀ noite, cerca de uma hora antes de deitar, seguindo os estudos de sono.
Com comida?Com ou sem comida; os estudos não especificaram.
Vale saberVerifique a padronização em verbascosídeo (geralmente 10-25%) - o pó simples de folha não é o que os estudos usaram.

Interações

Com medicamentos

  • benzodiazepínicos, drogas Z e outros sedativos

    Possível sonolência aditiva, dado seu efeito noturno sobre o sono, embora nenhuma interação tenha sido formalmente estudada. use com cautela e não presuma que a combinação seja neutra

Somente interações bem estabelecidas — a lista não é completa. Informe sempre ao seu médico e farmacêutico o que você toma.

Perguntas frequentes

Erva-luísa ajuda a dormir?

A erva-luísa (Aloysia citrodora) tem evidência moderada: um ensaio controlado por placebo com 100 pacientes com insônia encontrou melhora na gravidade da insônia e na qualidade do sono. Um segundo ensaio em adultos saudáveis foi positivo, mas ambos são pequenos e ligados à indústria.

Qual a dose de erva-luísa para dormir?

Os ensaios de sono com erva-luísa usaram cerca de 400 mg por dia de extrato padronizado, ou infusão da folha seca, tomados à noite, cerca de uma hora antes de deitar. Prefira extrato padronizado em verbascosídeo (geralmente 10–25%).

Erva-luísa tem efeitos colaterais?

A erva-luísa foi bem tolerada nos dois ensaios, sem eventos adversos graves, mas os dados cobrem só alguns meses de uso. Evite na gravidez e na amamentação, tenha cautela com sedativos, e quem tem doença renal deve moderar grandes quantidades do chá.

Referências científicas

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