Serrapeptase
A serrapeptase (serratiopeptidase) tem uma base de evidência pequena e de baixa qualidade para reduzir inchaço e trismo após cirurgia dentária, e praticamente nada que sustente as promessas grandiosas de dissolver placa arterial, tecido cicatricial ou muco. O Japão, onde foi medicamento de prescrição por décadas, a retirou do mercado em 2011 depois que ela não demonstrou eficácia.
O que a ciência diz
- Reduz inchaço e trismo após cirurgia do terceiro molar Evidência limitada
Uma revisão sistemática com metanálise de 2018 encontrou que a serratiopeptidase reduziu o inchaço facial e melhorou a abertura bucal em comparação ao placebo após extração de terceiro molar incluso, mas teve desempenho pior que os corticosteroides, e os estudos incluídos eram pequenos e com alto risco de viés. Um ensaio randomizado controlado de 2021 relatou benefícios modestos semelhantes sobre inchaço e trismo, com pouco efeito sobre a dor.
- Dissolve placa arterial, tecido cicatricial ou coágulos Evidência limitada
Essas alegações vêm de experimentos de fibrinólise in vitro, não de estudos em humanos. Nenhum ensaio clínico mostrou que a serrapeptase oral altera placa aterosclerótica, fibrose ou trombo em humanos, e há pouca evidência de que quantidades relevantes da enzima intacta cheguem à circulação.
- Fluidifica o muco em doenças crônicas das vias aéreas Evidência limitada
Um único estudo italiano pequeno relatou redução da viscosidade do escarro na bronquite crônica; nunca foi replicado. Enquanto isso, a própria serrapeptase foi implicada em relatos de caso de pneumonite eosinofílica.
- Efeito anti-inflamatório comparável ao dos AINEs Evidência limitada
Os dados de comparação direta são escassos e vêm em sua maioria de estudos odontológicos antigos e sem cegamento. A agência reguladora japonesa concluiu em 2011 que os estudos pós-comercialização não demonstraram eficácia, e o produto foi retirado — um forte sinal negativo para um medicamento usado lá por mais de 40 anos.
Dose e segurança
Como tomar
Interações
Com medicamentos
- varfarina, anticoagulantes orais diretos (DOACs), ácido acetilsalicílico, clopidogrel e anti-inflamatórios não esteroidais
Possível atividade fibrinolítica e antiplaquetária que se soma ao risco de sangramento. não combine, e suspenda pelo menos 2 semanas antes de cirurgia
Com outros suplementos
- nattoquinase, bromelina e óleo de peixe
Efeito aditivo sobre a coagulação e as plaquetas. não combine suplementos proteolíticos ou antiplaquetários
Somente interações bem estabelecidas — a lista não é completa. Informe sempre ao seu médico e farmacêutico o que você toma.
Perguntas frequentes
Serrapeptase funciona?
A evidência para a serrapeptase é limitada: estudos pequenos e de baixa qualidade mostram redução modesta de inchaço e trismo após cirurgia do terceiro molar, com desempenho pior que os corticosteroides. O Japão a retirou do mercado em 2011 depois que ela não demonstrou eficácia.
Serrapeptase dissolve placa nas artérias?
Não há evidência disso: a alegação vem de experimentos in vitro, e nenhum ensaio clínico mostrou que a serrapeptase oral altere placa arterial, cicatriz, fibrose ou coágulos em humanos. Há pouca evidência de que a enzima intacta chegue à circulação.
Como tomar serrapeptase?
Os estudos usaram 10-60 mg/dia de serrapeptase em 2-3 doses, de estômago vazio, pelo menos 30 minutos antes da comida, por 3-7 dias. Só cápsulas com revestimento gastrorresistente sobrevivem ao ácido do estômago.
Serrapeptase tem efeitos colaterais?
A serrapeptase pode causar náusea, dor abdominal, tosse e reações cutâneas, e há relatos de pneumonite eosinofílica. Por possível efeito sobre a coagulação, não combine com varfarina, DOACs, aspirina, clopidogrel, AINEs ou nattoquinase, e suspenda pelo menos 2 semanas antes de cirurgias.
Referências científicas
Onde comprar
Solaray, Nattokinase Serrapeptase, Enteric Coated, 30 VegCaps
Entrega nacional, sem risco de taxa de importação
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