Enzimas digestoras de glúten (DPP-IV)
Enzimas vendidas para quebrar o glúten depois de uma exposição acidental. Algumas realmente degradam glúten no estômago, mas nenhum ensaio mostrou que protegem quem tem doença celíaca, e elas não são um passe livre para comer glúten.
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O que a ciência diz
- Degradação do glúten no estômago Evidência moderada
Um estudo randomizado com voluntários saudáveis mostrou que uma prolil endoprotease derivada de Aspergillus niger (AN-PEP) degradou a maior parte do glúten de uma refeição líquida antes de ele chegar ao intestino delgado. Um segundo ensaio randomizado confirmou o mesmo efeito numa refeição sólida e complexa.
- Proteção para pacientes celíacos Evidência limitada
O ensaio mais bem desenhado de uma glutenase terapêutica (latiglutenase, muito mais potente que as misturas de enzimas de supermercado) não encontrou diferença em relação ao placebo quanto à atrofia das vilosidades ou aos sintomas em pacientes celíacos sintomáticos. Não há evidência de que as misturas de DPP-IV de venda livre previnam o dano causado pelo glúten.
- Sensibilidade ao glúten não celíaca Evidência limitada
Aqui a evidência se limita a estudos cruzados pequenos com desfechos sintomáticos inconsistentes, e não existe nenhum ensaio com poder estatístico adequado de um produto comercial de DPP-IV.
Dose e segurança
Como tomar
Perguntas frequentes
Enzima digestora de glúten protege quem tem doença celíaca?
Não: nenhum ensaio mostrou que enzimas digestoras de glúten protejam celíacos, e até a latiglutenase, muito mais potente, não diferiu do placebo quanto à atrofia das vilosidades ou aos sintomas (evidência limitada). Nada nessas enzimas torna segura uma refeição com glúten na doença celíaca.
Enzimas DPP-IV realmente quebram o glúten?
Algumas sim, com evidência moderada: a AN-PEP, uma prolil endoprotease de Aspergillus niger, degradou a maior parte do glúten de refeições líquidas e sólidas no estômago de voluntários saudáveis. As misturas comerciais de DPP-IV, porém, nunca tiveram suas doses comparadas às usadas nesses ensaios.
Enzima para glúten ajuda na sensibilidade ao glúten não celíaca?
A evidência é limitada a estudos cruzados pequenos com desfechos inconsistentes, e não existe nenhum ensaio adequado de um produto comercial de enzimas DPP-IV para sensibilidade ao glúten não celíaca.
Como tomar enzima digestora de glúten?
Tome a enzima digestora de glúten no início da refeição, não depois; os ensaios com AN-PEP usaram cerca de 1.600–2.400 unidades PPI junto da refeição. O principal risco é afrouxar a dieta sem glúten na crença falsa de estar protegido.
Referências científicas
- Randomised clinical study: Aspergillus niger-derived enzyme digests gluten in the stomach of healthy volunteers
- Randomized clinical trial: Effective gluten degradation by Aspergillus niger-derived enzyme in a complex meal setting
- No Difference Between Latiglutenase and Placebo in Reducing Villous Atrophy or Improving Symptoms in Patients With Symptomatic Celiac Disease
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