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Evidência limitadaCoração e metabolismo

Cogumelo-ostra (Pleurotus ostreatus)

Vendido como fonte natural de lovastatina e beta-glucanas para o colesterol. Os dois estudos em humanos mais bem controlados falharam em reduzir o LDL ou o colesterol não HDL.

Evidência revisada em: agosto de 2026

O que a ciência diz

  • Colesterol LDL Evidência limitada

    Um ensaio clínico randomizado e duplo-cego em 46 adultos com LDL moderadamente elevado deu 8,4 g/dia de cogumelo-ostra em pó (3 g de beta-glucanas) por 4 semanas e não encontrou efeito sobre LDL, outros lipídios ou apolipoproteínas. Uma análise post-hoc sugeriu redução dos marcadores de absorção de colesterol apenas nas mulheres.

  • Lipídios em população clínica Evidência limitada

    Um estudo aberto de 8 semanas em 20 pacientes com HIV e hiperlipidemia induzida por antirretrovirais mostrou que 15 g/dia de Pleurotus ostreatus liofilizado não reduziram o colesterol não HDL; apenas 3 dos 20 tiveram queda clinicamente relevante.

  • Gordura visceral e marcadores metabólicos Evidência limitada

    Um pequeno estudo comunitário no México rural relatou reduções de gordura visceral e de lipídios com cogumelo-ostra na dieta, mas não tinha desenho rigoroso controlado por placebo e contraria os dois estudos controlados negativos.

Dose e segurança

Dose estudadaOs estudos usaram 8–15 g/dia do cogumelo desidratado em pó, por 4 a 8 semanas. As cápsulas fornecem muito menos que isso, tipicamente 500–1.000 mg por porção.
SegurançaSeguro como alimento. Os esporos podem desencadear pneumonite de hipersensibilidade, com quadro parecido com asma, em produtores e em quem manipula muito o pó seco. Cogumelos concentram metais pesados do substrato, então a origem importa. Quem confia nele no lugar de uma estatina prescrita corre risco real, já que os dados dos estudos não sustentam a redução do colesterol.

Referências científicas

Onde comprar

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