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Evidência limitadaSaúde geral

Vitamina B17 (Laetrila/Amigdalina)

A laetrila não é uma vitamina e não trata câncer. Toda avaliação controlada, incluindo uma revisão Cochrane e um grande ensaio clínico patrocinado pelo NCI, não encontrou benefício anticâncer e documentou toxicidade por cianeto — incluindo mortes. Não tome.

O que a ciência diz

  • Trata ou cura o câncer Evidência limitada

    Uma revisão sistemática Cochrane não encontrou nenhum ensaio clínico randomizado mostrando qualquer benefício da laetrila ou da amigdalina no câncer, e concluiu que o balanço risco-benefício é inequivocamente desfavorável. No ensaio clínico patrocinado pelo NCI com 178 pacientes tratados com amigdalina somada a um regime de terapia metabólica, não houve resposta tumoral substantiva, a doença progrediu em praticamente todos os pacientes em poucos meses e vários desenvolveram níveis sanguíneos de cianeto próximos da faixa letal.

  • A B17 é uma vitamina cuja deficiência causa câncer Evidência limitada

    A amigdalina é um glicosídeo cianogênico vegetal encontrado em caroços de damasco e amêndoas amargas. Não tem necessidade humana conhecida, nenhuma síndrome de deficiência e nenhuma função vitamínica. O nome 'vitamina B17' foi cunhado com fins promocionais nos anos 1950 e nunca foi reconhecido por nenhuma autoridade de nutrição.

  • Mata seletivamente células cancerosas porque tumores não têm rodanese Evidência limitada

    O mecanismo proposto — de que a beta-glicosidase nos tumores libera cianeto enquanto o tecido saudável o desintoxica — não se sustenta: tumores humanos não expressam de forma confiável mais beta-glicosidase, e a enzima mais responsável por liberar cianeto da amigdalina é de origem bacteriana intestinal, razão pela qual a via oral é muito mais tóxica que a intravenosa. Esse detalhe explica os envenenamentos, não qualquer seletividade.

Dose e segurança

Dose estudadaNão existe dose segura ou eficaz e nenhuma deve ser buscada. Para contextualizar a toxicidade: regimes históricos usavam comprimidos orais de 500 mg várias vezes ao dia ou infusões intravenosas de 4,5–9 g, e os envenenamentos graves relatados na literatura envolveram amigdalina oral somada a caroços de damasco. Caroços de damasco amargo contêm cerca de 0,5–3 mg de equivalente de cianeto cada; orientações europeias de segurança alimentar alertam que um punhado pequeno pode ultrapassar as doses agudas de referência em adultos, e muito menos que isso em crianças.
SegurançaA amigdalina libera cianeto de hidrogênio quando metabolizada por bactérias intestinais. Os efeitos documentados incluem dor de cabeça, náusea, vômito, tontura, pele azulada, dano hepático, queda da pressão arterial, coma e morte; um caso publicado descreve envenenamento grave por cianeto em uma criança de 4 anos que recebeu amigdalina e caroços de damasco como tratamento alternativo. O risco aumenta muito com a via oral, com o uso concomitante de vitamina C em dose alta (que aumenta a liberação de cianeto) e com amêndoas cruas, caroços de frutas triturados ou outros alimentos que contenham beta-glicosidase. A laetrila não é aprovada pela FDA, não pode ser legalmente vendida ou importada para os EUA para tratamento de câncer, e é proibida ou restrita na UE e na Austrália. O dano mais grave costuma ser indireto: pacientes que a escolhem no lugar de tratamento oncológico eficaz perdem a janela em que o câncer ainda era tratável.

Referências científicas

Onde comprar

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