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Evidência limitadaSono e relaxamento

Mulungu

Casca brasileira (Erythrina mulungu/verna) vendida como ansiolítico natural e indutor de sono, mas os dois únicos ensaios em humanos foram feitos em pacientes de cirurgia odontológica e o maior e mais bem desenhado deles não achou diferença em relação ao placebo. Farmacologia de alcaloides interessante, praticamente nenhum suporte clínico.

O que a ciência diz

  • Reduz a ansiedade situacional Evidência limitada

    O melhor ensaio randomizou 200 pacientes para Passiflora incarnata 500 mg, Erythrina mulungu 500 mg, midazolam 15 mg ou placebo 60 minutos antes da extração de terceiros molares: a Passiflora igualou o midazolam, enquanto o mulungu foi explicitamente descrito como incapaz de controlar a ansiedade e não se separou do placebo. Um estudo cruzado anterior com 30 pessoas usando a mesma dose de 500 mg encontrou apenas que os pacientes preferiam subjetivamente o período com mulungu, sem diferença em pressão arterial, frequência cardíaca ou saturação de oxigênio.

  • Melhora o sono Evidência limitada

    Não existem ensaios de sono em humanos com mulungu em nenhuma dose — nem polissonografia, nem actigrafia, nem sequer um questionário validado de sono. A alegação sobre sono é extrapolada de comportamento sedativo em roedores e do uso tradicional da planta como chá calmante.

  • Atividade anticonvulsivante e relaxante muscular Evidência limitada

    Alcaloides isolados de Erythrina (eritravina, 11-alfa-hidroxieritravina, eritrartina) bloqueiam receptores nicotínicos de acetilcolina e elevam o limiar convulsivo em modelos murinos a 3-30 mg/kg. É farmacologia real, mas também é a base da preocupação de segurança — são compostos estruturalmente semelhantes ao curare, e nenhum foi administrado em humanos.

Dose e segurança

Dose estudadaAmbos os ensaios humanos publicados usaram dose única de 500 mg de extrato de casca seca tomada 60 minutos antes do evento estressante. A preparação tradicional é uma decocção de cerca de 1-3 g de casca seca, uma a três vezes ao dia. Nenhum esquema de uso crônico foi testado em humanos, e as cápsulas comerciais (300-1000 mg) raramente são padronizadas por algum alcaloide marcador.
SegurançaDoses únicas de curto prazo foram bem toleradas nos dois ensaios odontológicos, sem alterações de pressão arterial, frequência cardíaca ou saturação de oxigênio. A preocupação teórica é real: os alcaloides de Erythrina são antagonistas de receptores nicotínicos aparentados ao curare e produzem bloqueio neuromuscular em animais em doses altas, então evite combinar com outros sedativos, álcool, benzodiazepínicos ou anti-hipertensivos. O uso tradicional como abortivo somado à ausência completa de dados reprodutivos significa que deve ser evitado na gravidez e amamentação. Nenhum estudo acompanhou alguém tomando mulungu por mais de algumas semanas, então nada se sabe sobre efeitos hepáticos ou dependência.

Referências científicas

Onde comprar

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