Cardo-Mariano (Silimarina)
Apesar de décadas de uso como "protetor do fígado", o cardo-mariano falhou repetidamente em seus estudos mais bem desenhados: uma revisão Cochrane não encontrou benefício de mortalidade nem histológico em doença hepática alcoólica e viral, e dois bons estudos em NASH não atingiram seus desfechos primários. A silibinina intravenosa usada na intoxicação pelo cogumelo Amanita é um produto diferente, de uso exclusivamente hospitalar.
O que a ciência diz
- Melhora desfechos na doença hepática alcoólica ou viral Evidência limitada
Uma revisão sistemática Cochrane de 13 ensaios randomizados (915 pacientes) encontrou que o cardo-mariano não reduziu significativamente a mortalidade por todas as causas, a mortalidade hepática, as complicações ou a histologia em doença hepática alcoólica e/ou por hepatite B ou C; os benefícios aparentes ficaram restritos a estudos com alto risco de viés. Essa é a evidência mais forte disponível, e ela é negativa.
- Trata a esteato-hepatite não alcoólica (NASH) Evidência limitada
Um estudo randomizado de 48 semanas com silimarina 700 mg três vezes ao dia em NASH comprovada por biópsia falhou no desfecho primário (redução ≥30% no escore de atividade da NAFLD), mas mostrou melhora no estágio de fibrose em análise secundária. Um ensaio de fase 2 financiado pelo NIH (420 ou 700 mg três vezes ao dia por 48-50 semanas) também não atingiu seu desfecho histológico primário. Metanálises em rede de produtos naturais na NAFLD colocam a silimarina entre as opções mais bem estudadas, mas com baixa certeza.
- Reduz as enzimas hepáticas (ALT/AST) Evidência moderada
Em estudos de NASH e de lesão hepática induzida por medicamentos, a silimarina produz de forma razoavelmente consistente reduções modestas de ALT e AST. Se uma mudança enzimática sem melhora histológica ou clínica importa para o paciente segue sendo uma questão aberta — os estudos em NASH mostraram que é possível ter uma sem a outra.
- Antídoto para intoxicação pelo cogumelo Amanita Evidência moderada
O di-hemissuccinato de silibinina intravenoso é usado na Europa e sob protocolos de acesso expandido nos EUA para intoxicação por amatoxinas, sustentado por grandes séries observacionais e não por ensaios randomizados. Os suplementos orais de cardo-mariano têm biodisponibilidade muito menor e não são substitutos.
Dose e segurança
Como tomar
Interações
Com medicamentos
- varfarina
A silimarina inibe a CYP2C9, principal enzima que elimina a varfarina, e pode elevar o INR. monitore o INR ao começar ou parar
- insulina, sulfonilureias e outros medicamentos para diabetes
A silimarina pode reduzir a glicemia, somando-se ao efeito deles. monitore a glicemia ao iniciar
- estatinas metabolizadas pela CYP2C9 (fluvastatina, rosuvastatina)
Os níveis podem subir, embora casos clinicamente significativos sejam incomuns. comente com quem prescreveu, em vez de suspender qualquer um dos dois
Somente interações bem estabelecidas — a lista não é completa. Informe sempre ao seu médico e farmacêutico o que você toma.
Perguntas frequentes
Cardo-mariano protege o fígado?
Não de forma demonstrada: uma revisão Cochrane de 13 ensaios (915 pacientes) não encontrou benefício do cardo-mariano sobre mortalidade, complicações ou histologia na doença hepática alcoólica ou por hepatite B ou C. A evidência como "protetor do fígado" é limitada, apesar de décadas de uso.
Cardo-mariano funciona para gordura no fígado?
Os dois melhores ensaios em esteato-hepatite não alcoólica (NASH), com até 700 mg de silimarina três vezes ao dia por 48 semanas, não atingiram o desfecho histológico primário. A silimarina reduz modestamente ALT e AST (evidência moderada), mas enzimas melhores sem melhora do fígado não são um benefício garantido.
Cardo-mariano protege de álcool ou remédios que agridem o fígado?
Não há base em evidências para usar cardo-mariano como "proteção" para beber ou para tomar medicamentos hepatotóxicos, e isso pode atrasar o cuidado adequado. A silibinina intravenosa usada na intoxicação por cogumelo Amanita é um produto hospitalar diferente; o suplemento oral não a substitui.
Como tomar cardo-mariano e com quais remédios ele interage?
O esquema mais comum é 140 mg três vezes ao dia de extrato de cardo-mariano padronizado a 80%, com uma refeição que contenha gordura. A silimarina inibe a CYP2C9 e pode elevar o INR com varfarina, e pode somar-se a medicamentos para diabetes, então monitore INR e glicemia.
Referências científicas
Onde comprar
California Gold Nutrition, Silymarin Complex, 120 Veggie Capsules
Entrega nacional, sem risco de taxa de importação
Link de indicação — o site pode receber comissão pelas compras.
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