← Todos os suplementos
Evidência moderadaEstresse e humor

Kava

Dados meta-analíticos mais antigos mostram que a kava supera o placebo para ansiedade, mas o maior e mais bem conduzido ensaio moderno foi claramente negativo — e a substância carrega um sinal real de hepatotoxicidade reconhecido por reguladores. A relação risco-benefício é bem mais frágil do que a popularidade da kava sugere.

O que a ciência diz

  • Reduz sintomas de ansiedade Evidência moderada

    Uma revisão Cochrane de 12 ensaios duplo-cegos encontrou o extrato de kava superior ao placebo, com vantagem agrupada de cerca de 3,9 pontos na Escala de Ansiedade de Hamilton (IC 95% 0,1-7,7) — estatisticamente significativa, mas com intervalo de confiança encostando no zero e derivada sobretudo de ensaios pequenos e curtos.

  • Eficaz para transtorno de ansiedade generalizada diagnosticado Evidência limitada

    O maior ensaio dedicado (K-GAD, 171 pacientes, 16 semanas, 240 mg de kavalactonas/dia de um extrato aquoso) não encontrou diferença significativa em relação ao placebo nos desfechos de ansiedade, e relatou mais elevações de enzimas hepáticas no braço da kava. Um ensaio anterior de 6 semanas, muito menor, do mesmo grupo, havia sido positivo, então os dados modernos são melhor descritos como mistos a negativos.

  • Age sem o risco de dependência dos benzodiazepínicos Evidência limitada

    As kavalactonas modulam o receptor GABA-A de forma alostérica e agem em canais de sódio e cálcio, sem usar o sítio clássico de ligação dos benzodiazepínicos, e os ensaios não relataram síndromes de abstinência. No entanto, nenhum estudo controlado de longo prazo avaliou formalmente dependência, tolerância ou efeitos cognitivos, então esse é um argumento mecanístico, não uma demonstração.

Dose e segurança

Dose estudadaOs ensaios usaram 120-280 mg de kavalactonas por dia, mais comumente 240 mg/dia, em doses divididas por 4-16 semanas. Extratos tradicionais à base de água (aquosos) de raiz de kava nobre são preferíveis; extratos de acetona e etanol e preparações usando caules, folhas ou cascas estão associados à maior parte das lesões hepáticas relatadas. O que importa é o teor de kavalactonas — o peso do pó de raiz bruto diz pouco.
SegurançaA kava carrega o alerta de segurança mais sério entre as ervas calmantes comuns: dezenas de relatos de hepatotoxicidade grave, incluindo insuficiência hepática e transplante, levaram a proibições ou restrições na Alemanha, Suíça, França, Canadá e Reino Unido, várias das quais foram depois modificadas ou revertidas. Não use com álcool, paracetamol, estatinas, metotrexato ou qualquer fármaco hepatotóxico, e evite completamente em caso de doença hepática preexistente. A kava causa prejuízo claro à direção e ao desempenho psicomotor. O uso crônico pesado produz dermopatia por kava — uma erupção seca, escamosa e amarelada. Ela inibe várias enzimas CYP (notadamente CYP2E1 e CYP1A2), podendo elevar os níveis de fármacos coadministrados, e pode piorar sintomas extrapiramidais na doença de Parkinson. Contraindicada na gravidez, amamentação e depressão. Exames de função hepática basais e periódicos são razoáveis, se ela for usada.

Referências científicas

Onde comprar

Ver no iHerb

Link de indicação — o site pode receber comissão pelas compras.

Relacionados em Estresse e humor