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Evidência limitadaArticulações e pele

Esqualeno

O esqualeno é um lipídio natural que a sua própria pele produz e um adjuvante de vacinas bem validado, mas como suplemento oral quase não tem evidência humana controlada. No uso tópico é um emoliente razoável, ainda que pouco estudado; por via oral, as alegações vão muito além dos dados.

O que a ciência diz

  • Melhora a hidratação e a função de barreira da pele Evidência limitada

    O esqualeno e sua forma hidrogenada estável, o esqualano, são componentes importantes do sebo humano e funcionam como emolientes oclusivos, razão pela qual são onipresentes em cosméticos. Revisões sobre esqualeno em dermatologia cosmética descrevem atividade emoliente e antioxidante e boa tolerabilidade, mas ensaios randomizados rigorosos medindo perda de água transepidérmica ou ressecamento clínico contra um hidratante padrão são escassos. Aplicado na pele, funciona mais ou menos como outros oclusivos leves; tomado por via oral, não há boa evidência de que melhore a pele.

  • Reduz o colesterol ou protege o coração Evidência limitada

    Esta talvez seja o contrário. O esqualeno é o precursor biossintético direto do colesterol, e estudos humanos mostram que o esqualeno da dieta eleva o esqualeno sérico e pode aumentar modestamente marcadores de síntese de colesterol. Os trabalhos em animais são inconsistentes, e nenhum ensaio randomizado humano mostra que a suplementação de esqualeno reduza LDL ou risco cardiovascular.

  • Fortalece a imunidade ou combate o câncer Evidência limitada

    Emulsões de esqualeno como a MF59 são adjuvantes de vacina genuinamente eficazes — mas isso é uma emulsão injetada dentro de uma vacina formulada, não uma cápsula engolida, e o efeito adjuvante não se transfere para o uso oral. As alegações anticâncer se apoiam em estudos celulares e em roedores sobre os efeitos antioxidantes e sobre enzimas de detoxificação do esqualeno, sem nenhum ensaio clínico em pessoas.

Dose e segurança

Dose estudadaNão existe dose suplementar estabelecida. Cápsulas de óleo de fígado de tubarão costumam fornecer 500–1.000 mg de esqualeno uma ou duas vezes ao dia, uma faixa definida por fabricantes e não por estudos. A ingestão alimentar em populações mediterrâneas, vinda do azeite de oliva, fica em torno de 200–400 mg/dia e vem acompanhada de polifenóis e gordura monoinsaturada, que de fato têm evidência cardiovascular — um veículo melhor se você quer esqualeno na dieta. O esqualano tópico é usado puro como óleo facial.
SegurançaO esqualeno oral é bem tolerado no curto prazo; as queixas comuns são arrotos oleosos, fezes amolecidas e desconforto gastrointestinal leve. As questões maiores são a origem e riscos específicos: a maior parte do esqualeno barato vem de fígado de tubarão, o que levanta preocupações de sustentabilidade e de contaminantes (o óleo de fígado de tubarão pode carregar metais pesados e poluentes persistentes), enquanto o esqualeno derivado de oliva ou obtido por fermentação de leveduras evita ambos. A aspiração de suplementos oleosos pode causar pneumonia lipoide, um risco real em pessoas com dificuldade de deglutição. Já se alegou que adjuvantes de esqualeno causariam a síndrome da Guerra do Golfo ou autoimunidade; grandes revisões de segurança de vacinas com MF59 não sustentaram isso e, de todo modo, é irrelevante para o uso oral. Prefira esqualano de origem vegetal para a pele e obtenha esqualeno alimentar do azeite de oliva.

Referências científicas

Onde comprar

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