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Evidência moderadaImunidade

Própolis

Resina de abelha com atividade anti-inflamatória e antimicrobiana genuína — os melhores dados em humanos são para controle glicêmico e marcadores inflamatórios no diabetes tipo 2, e não para as alegações de gripe e resfriado com que ela é majoritariamente vendida. A composição varia enormemente por região e estação, então os produtos não são intercambiáveis.

O que a ciência diz

  • Controle glicêmico no diabetes tipo 2 Evidência moderada

    Uma meta-análise de 6 ECRs em 373 adultos com DM2 constatou que a própolis reduziu a glicemia de jejum em 13,5 mg/dL (IC 95% -25,0 a -2,0) e a HbA1c em 0,52 ponto percentual (IC 95% -0,94 a -0,10). A insulina de jejum e o HOMA-IR não mudaram, então o mecanismo não é claramente a sensibilização à insulina. Os estudos duraram 8-18 semanas com 900-1500 mg/dia; é um coadjuvante, não um substituto da medicação.

  • Biomarcadores inflamatórios Evidência moderada

    Agrupando 20 ECRs com 1.139 participantes, a própolis reduziu a IL-6 (DMP -2,48 pg/mL) e o TNF-alfa (DMP -0,86 pg/mL) em relação ao controle. A PCR não foi reduzida no geral (DMP 0,01), e só caiu em estudos com duração de 10 semanas ou mais. O significado clínico dessas mudanças de marcadores não está comprovado.

  • Lesões orais e placa dentária (uso tópico) Evidência limitada

    Pequenos estudos odontológicos sugerem que enxaguantes e géis de própolis aceleram a cicatrização de aftas recorrentes e reduzem modestamente a placa, mas os estudos são curtos, mal cegados e usam extratos e concentrações bastante diferentes entre si. Nada aqui a estabelece como superior à clorexidina padrão ou ao corticoide tópico.

  • Prevenção de resfriados e infecções respiratórias Evidência limitada

    Apesar de ser a alegação de marketing dominante, nenhum ECR com poder estatístico adequado mostra que a própolis reduza a frequência ou a duração de infecções respiratórias em adultos saudáveis. A atividade antiviral in vitro não se traduziu em benefício clínico demonstrado.

Dose e segurança

Dose estudada400-1500 mg/dia de extrato padronizado; os estudos em diabetes usaram com mais frequência 900-1500 mg/dia por 8-18 semanas. Formulações tópicas/orais usam 5-30% de própolis em géis ou enxaguantes. Procure o teor declarado de polifenóis ou flavonoides totais — a dose em miligramas de resina bruta diz pouco.
SegurançaA própolis é um alérgeno bem reconhecido: ocorrem dermatite de contato, reações da mucosa oral e crises de asma, especialmente em pessoas sensibilizadas a produtos apícolas, resina de álamo ou bálsamo do Peru. Quem tem alergia a abelhas ou produtos apícolas deve evitá-la. A composição química difere bastante entre a própolis do tipo álamo (europeia), a verde brasileira e a vermelha, então os resultados de estudos não se transferem necessariamente entre produtos. Pode somar-se ao efeito de medicamentos hipoglicemiantes — monitore se for diabético. Vendida como suplemento não regulamentado nos EUA e na UE, sem padronização obrigatória do teor de princípios ativos.

Referências científicas

Onde comprar

Vitacost, Bee Propolis Extract, 500 mg, 240 Capsules

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