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Evidência limitadaImunidade

Monolaurina

A monolaurina (monolaurato de glicerol) é um antimicrobiano potente em tubo de ensaio e sobre superfícies — essa parte está bem estabelecida. O que falta é qualquer evidência humana de que engoli-la produza efeito antiviral ou antibacteriano em algum lugar do corpo, e o único ensaio randomizado de um gel tópico de monolaurina falhou em seu desfecho primário.

O que a ciência diz

  • Mata vírus envelopados e bactérias Gram-positivas in vitro Evidência moderada

    A monolaurina rompe membranas lipídicas e, em cerca de 10-100 microgramas/mL, suprime o crescimento de Staphylococcus aureus e bloqueia a produção de exotoxinas, incluindo a TSST-1. Essa é farmacologia laboratorial reprodutível e embasa seu uso como conservante alimentar e em revestimentos de dispositivos — mas potência in vitro é o ponto de partida de um programa de desenvolvimento de fármaco, não evidência de efeito clínico.

  • Funciona quando aplicada topicamente em humanos Evidência limitada

    Um estudo in vivo com absorventes internos revestidos de monolaurato de glicerol mostrou redução da produção de exotoxinas por S. aureus e menor IL-8 vaginal, um efeito biológico humano genuíno. Contudo, um ensaio randomizado e controlado por placebo de gel vaginal de monolaurina a 5% para vaginose bacteriana não mostrou taxa de cura significativamente melhor que o placebo — a nota de cautela apropriada sobre traduzir atividade antimicrobiana em cura clínica.

  • Monolaurina oral trata herpes, EBV, candida ou "carga viral crônica" Evidência limitada

    Não existe nenhum ensaio humano randomizado de monolaurina oral para qualquer infecção. Farmacologicamente a alegação é difícil: a monolaurina é um monoacilglicerol, o produto final normal da digestão de gorduras da dieta, e é absorvida e metabolizada como tal — atingir e sustentar as concentrações teciduais de 10-100 microgramas/mL que funcionam em placa a partir de uma dose oral de 600-1.800 mg não é plausível. Quem sustenta essa categoria são depoimentos, não ensaios.

  • O óleo de coco oferece o mesmo benefício Evidência limitada

    O óleo de coco tem cerca de 45-50% de ácido láurico, mas quase inteiramente como triglicerídeo, não como monolaurina, e revisões sobre óleo de coco e imunidade não encontram evidência clínica de benefício antimicrobiano ao consumi-lo. Alguma monolaurina é formada por lipases intestinais durante a digestão, mas não em quantidades ligadas a qualquer desfecho imunológico mensurado.

Dose e segurança

Dose estudadaOs produtos costumam trazer 300-600 mg por cápsula ou pellet, com rótulos sugerindo 600-3.000 mg/dia em doses divididas, muitas vezes com escalonamento ao longo de uma semana. Nenhuma dessas doses vem de ensaios de eficácia em humanos — são convenções de rótulo. Os dados humanos existentes são tópicos: formulações em gel a 5% e revestimentos de dispositivos.
SegurançaA monolaurina tem status GRAS como emulsificante e antimicrobiano alimentar e é geralmente bem tolerada por via oral, sendo desconforto gastrointestinal, náusea e fezes moles as queixas principais em doses de gramas. Usuários frequentemente relatam sintomas iniciais de "die-off"; não há evidência de que representem morte microbiana em vez de irritação gastrointestinal. In vitro, o monolaurato de glicerol é citotóxico para células epiteliais genitais em concentrações mais altas, o que é relevante diante do entusiasmo pelo uso tópico ou intravaginal fora de formulações testadas. O risco prático é a substituição: monolaurina não é tratamento para herpes (antivirais são), para infecção bacteriana confirmada (antibióticos são), nem para suspeita de infecção crônica que não foi devidamente investigada. Não estabelecida na gestação ou amamentação.

Referências científicas

Onde comprar

Vitacost, Monolaurin, 60 Capsules

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