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Evidência limitadaImunidade

Marroio-Branco

O marroio-branco é uma bala de tosse tradicional e tônico amargo cujas duas alegações testáveis falharam quando verificadas: a FDA o removeu da lista de expectorantes de venda livre aprovados por falta de evidência, e o único ensaio randomizado em diabetes encontrou uma queda de glicemia de 0,64%.

O que a ciência diz

  • Funciona como expectorante para tosse Evidência limitada

    A FDA americana revisou o marroio como ingrediente expectorante de venda livre e concluiu que ele não era geralmente reconhecido como eficaz, removendo-o dos produtos de tosse permitidos em 1989. Desde então, nenhum ensaio controlado por placebo mostrou que ele solta o muco ou reduz a tosse. Ele segue legal como aromatizante e como suplemento alimentar, e é por isso que as balas de marroio ainda existem.

  • Reduz a glicemia no diabetes tipo 2 Evidência limitada

    Em um ensaio randomizado duplo-cego com 43 diabéticos tipo 2 mal controlados, 21 dias de infusão de folha de Marrubium vulgare reduziram a glicemia de jejum em 0,64%, o colesterol em 4,16% e os triglicerídeos em 5,78% — tudo clinicamente irrelevante. A erva comparadora no mesmo ensaio (Cecropia obtusifolia) reduziu a glicemia em 15,25% e os triglicerídeos em 42%. É um caso raro de uma erva ser diretamente superada dentro do próprio ensaio.

  • Tônico digestivo amargo que estimula apetite e fluxo biliar Evidência limitada

    A marrubiína e o amargor intenso do marroio plausivelmente disparam o reflexo clássico dos receptores de amargo, com aumento da secreção salivar e gástrica, e essa é a base de seu registro europeu de uso tradicional como estimulante do apetite e remédio para dispepsia. Esse registro se baseia explicitamente no uso prolongado, não em evidência de ensaios; nenhum estudo humano controlado mediu secreção gástrica ou sintomas de dispepsia com marroio.

  • Efeitos anti-inflamatórios e analgésicos Evidência limitada

    O extrato aquoso de marroio mostra atividade antinociceptiva dose-dependente em modelos de dor em roedores e atividade antioxidante in vitro, mediadas em grande parte pela marrubiína e por fenilpropanoides. São resultados de animais e de tubo de ensaio, sem nenhum ensaio de dor em humanos por trás.

Dose e segurança

Dose estudadaPreparações tradicionais: 1-2 g de erva seca em infusão até três vezes ao dia, ou 2-6 mL de tintura 1:5 por dia; os produtos europeus de uso tradicional costumam fornecer 4,5 g de erva por dia. As balas de marroio contêm apenas quantidades de aromatizante. O ensaio de diabetes usou uma infusão padronizada de folha por 21 dias e não funcionou nessa dose.
SegurançaEm geral considerado seguro em quantidades alimentares; doses grandes causam náusea, vômito e diarreia, e a erva tem efeitos documentados de arritmia cardíaca e queda de pressão em animais sob altas doses. Tradicionalmente considerado emenagogo e abortivo — evite na gravidez. Efeitos aditivos teóricos com anti-hipertensivos e antidiabéticos, embora o efeito humano sobre glicemia tenha se mostrado desprezível. Alergia de contato a Asteraceae/Lamiaceae é possível. Não é proibido no esporte. Atenção à confusão de nomes: o marroio-negro (Ballota nigra) é outra planta, com uso tradicional diferente (antiemético).

Referências científicas

Onde comprar

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