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Evidência limitadaCérebro e cognição

DMAE

O DMAE (dimetilaminoetanol, deanol) foi um medicamento de prescrição para problemas comportamentais na infância até o FDA retirá-lo do mercado por falta de eficácia no início dos anos 1980. Seu retorno como nootrópico se apoia numa teoria de precursor de colina que a farmacologia não sustenta.

O que a ciência diz

  • Aumenta a acetilcolina cerebral e melhora a memória Evidência limitada

    A premissa é que o DMAE seria metilado a colina e aumentaria a síntese de acetilcolina, mas dados humanos e animais mostram conversão ruim no tecido cerebral — e o DMAE pode até competir com a colina pela captação. Estudos clínicos com derivados de DMAE contra déficits de memória induzidos por escopolamina produziram apenas sinais modestos e inconsistentes, e nenhum ensaio randomizado com poder adequado mostra ganhos de memória ou cognição em adultos saudáveis.

  • Ajuda na discinesia tardia e em distúrbios do movimento Evidência limitada

    O deanol foi estudado para discinesia tardia induzida por antipsicóticos ao longo das décadas de 1970-80. A revisão Cochrane sobre medicação colinérgica para discinesia tardia concluiu que os efeitos clínicos dos colinérgicos mais antigos, incluindo o deanol, permanecem incertos porque os ensaios foram poucos e pequenos demais, e que esses fármacos hoje têm pouco espaço na prática clínica de rotina.

  • Melhora humor, foco e 'clareza mental' Evidência limitada

    O deanol foi comercializado como Deaner para crianças com hipercinesia e dificuldades de aprendizagem, e foi retirado do mercado americano em 1983 depois que o FDA considerou insuficientes as evidências de eficácia. As alegações modernas se apoiam principalmente em pequenos estudos de EEG com combinações de vitaminas e minerais contendo DMAE, que não conseguem isolar a contribuição do DMAE nem demonstrar benefício clínico.

  • DMAE tópico firma a pele Evidência limitada

    Uma revisão de dermatologia descreve um gel facial de DMAE a 3% que melhorou a firmeza da pele e reduziu a aparência de linhas finas em uso controlado, com o efeito atribuído a um tensionamento transitório e não a uma mudança estrutural. Em contrapartida, trabalhos in vitro relataram vacuolização e redução de viabilidade em fibroblastos cultivados expostos ao DMAE, de modo que a segurança cutânea a longo prazo permanece indefinida.

Dose e segurança

Dose estudadaAs doses orais históricas eram de 100-500 mg/dia de DMAE bitartarato (o Deaner usava 25-100 mg/dia de deanol acetamidobenzoato em crianças), normalmente pela manhã, porque pode atrapalhar o sono. Os suplementos atuais vendem 100-350 mg por cápsula. Os produtos tópicos usam gel de DMAE a 3% aplicado uma vez ao dia. Nenhuma dose foi validada para benefício cognitivo em adultos saudáveis.
SegurançaOs efeitos comuns são dor de cabeça, insônia, tensão ou espasmos musculares, sonhos vívidos e irritabilidade; o perfil estimulante é frequentemente confundido com eficácia. Há relatos de que o DMAE pode precipitar ou agravar mania, devendo ser evitado por pessoas com transtorno bipolar, e pode agravar epilepsia. Evite na gravidez — aminoálcoois relacionados levantaram preocupações de desenvolvimento em estudos com animais e o DMAE nunca foi testado na gestação humana. Não combine com medicamentos colinérgicos (donepezila, rivastigmina) ou anticolinérgicos sem orientação médica. Ele foi retirado do mercado americano como medicamento de prescrição por falta de eficácia demonstrada — o fato mais útil que existe sobre ele.

Referências científicas

Onde comprar

Life Extension, DMAE Bitartrate, 150 mg, 200 Vegetarian Capsules

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