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Evidência limitadaSaúde intestinal

Terra Diatomácea

Pó de algas fossilizadas comercializado para parasitas, detox, colesterol e "sílica para cabelo e unhas". A evidência em humanos é praticamente inexistente — a alegação antiparasitária se apoia no modo como o produto mata insetos mecanicamente, o que não se transfere para o intestino humano — e o risco por inalação é real.

O que a ciência diz

  • Mata parasitas intestinais Evidência limitada

    A terra diatomácea mata insetos ao abrasionar seu exoesqueleto ceroso e desidratá-los, o que exige um ambiente seco. Os parasitas intestinais humanos não têm cutícula cerosa para ser abrasionada e vivem em um meio úmido, então o mecanismo não se aplica. Não há ensaios em humanos e, mesmo em animais de produção, os resultados anti-helmínticos são inconsistentes.

  • Reduz o colesterol Evidência limitada

    A alegação remonta a um pequeno estudo-piloto não controlado dos anos 1990 em adultos com hipercolesterolemia, que relatou redução do colesterol total com 750 mg três vezes ao dia; sem grupo controle e sem replicação, tem pouco peso. Um estudo de 2025 em ratas saudáveis observou que a terra diatomácea, como fonte biodisponível de silício, alterou o manejo lipídico pós-prandial — um sinal interessante em animais, não um resultado humano.

  • Fornece sílica biodisponível para pele, cabelo e unhas Evidência limitada

    A terra diatomácea de grau alimentício é composta por cerca de 80-90% de dióxido de silício amorfo, mas a maior parte é insolúvel e passa sem ser absorvida. Dados comparativos em humanos mostram que o ácido ortossilícico solúvel é absorvido muito melhor do que a sílica particulada ou polimerizada. Nenhum ensaio testou a terra diatomácea em desfechos de cabelo, pele ou unhas em pessoas.

  • Age como detox ou quelante de metais pesados Evidência limitada

    A terra diatomácea tem área de superfície adsortiva e é usada industrialmente como meio filtrante, o que é toda a base do marketing. Nenhum estudo em humanos mostrou que ingeri-la reduza a carga corporal de qualquer toxina ou metal.

Dose e segurança

Dose estudadaNão existe dose humana baseada em evidência. Rótulos ao consumidor sugerem 1-2 colheres de sopa (cerca de 5-15 g) por dia na água; o pequeno piloto de colesterol usou 750 mg três vezes ao dia. Se for usar, apenas a terra diatomácea de grau alimentício (amorfa) é apropriada, e sempre com bastante líquido.
SegurançaA distinção crítica é entre grau alimentício (sílica amorfa, baixo teor cristalino) e grau para piscina/filtragem (calcinada, alta sílica cristalina) — esta última nunca deve ser ingerida nem manuseada sem proteção respiratória. Inalar o pó de qualquer produto de terra diatomácea é o principal risco: a inalação de sílica cristalina causa silicose e é carcinógeno pulmonar do Grupo 1, e a exposição crônica à sílica amorfa foi associada a pneumoconiose. Nunca misture de um jeito que levante poeira; use máscara. Por via oral, espere constipação, inchaço e possível obstrução sem líquido adequado. Órgãos reguladores apontaram dados de segurança incompletos para aditivos de sílica amorfa e nanoestruturada em ingestões orais altas. Também adsorve medicamentos de forma inespecífica — separe por 2-3 horas. Evite na gestação, em crianças e em quem tem problemas de deglutição ou de motilidade intestinal.

Referências científicas

Onde comprar

Starwest Botanicals, Diatomaceous Earth, 1 lb (453.6 g)

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