Boldo
O boldo é uma folha chilena usada como chá digestivo e "para o fígado", sem nenhum ensaio clínico controlado de eficácia em humanos e com casos documentados de hepatotoxicidade — o oposto do que promete. Seu óleo essencial contém ascaridol, uma toxina de verdade.
O que a ciência diz
- Protege e desintoxica o fígado Evidência limitada
A boldina, principal alcaloide do boldo, é um antioxidante legítimo que protege contra lesão hepática induzida por tetracloreto de carbono em roedores — e esse trabalho em animais é toda a base da alegação. Em humanos, o registro publicado aponta na direção oposta: um caso bem documentado de hepatite aguda após o uso de laxante fitoterápico contendo boldo, com recuperação após a suspensão e recorrência na reexposição.
- Estimula o fluxo de bile e alivia a dispepsia Evidência limitada
O boldo aumenta a secreção biliar em modelos animais e é aprovado em algumas monografias europeias como remédio tradicional para dispepsia leve e inchaço — uma aprovação baseada em uso, não em evidência. Nenhum ensaio controlado por placebo mediu sintomas de dispepsia com boldo isolado; os poucos resultados positivos em humanos vêm de combinações com várias plantas que também contêm alcachofra ou fumária.
- Dissolve cálculos biliares Evidência limitada
Não há evidência em humanos de que o boldo dissolva cálculos biliares, e sua ação colerética o torna potencialmente perigoso na doença litiásica — estimular o fluxo de bile contra um ducto obstruído pode desencadear cólica biliar. O boldo é contraindicado, e não indicado, na obstrução das vias biliares.
Dose e segurança
Referências científicas
Onde comprar
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