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Evidência limitadaArticulações e pele

Escutelária-do-Baical

A escutelária chinesa (Scutellaria baicalensis) tem um único ensaio de uma semana para osteoartrite de joelho usando uma mistura proprietária, e um histórico documentado de lesão hepática quando sua baicalina foi vendida como o alimento medicinal flavocoxid. Flavonas interessantes, evidência humana escassa e um sinal real de hepatotoxicidade.

O que a ciência diz

  • Desconforto de joelho no curto prazo (como mistura) Evidência limitada

    Em um ensaio duplo-cego de 1 semana, 79 adultos de 40 a 90 anos com osteoartrite de joelho leve a moderada tomaram 500 mg/dia de UP446 (uma mistura de S. baicalensis + Acacia catechu) ou 440 mg/dia de naproxeno. O grupo UP446 teve redução significativa da dor percebida (p=0,009), da rigidez (p=0,002) e melhora da amplitude de movimento (p=0,04). Não havia braço placebo, o ensaio durou uma semana e o produto é uma mistura de duas ervas — não dá para atribuir o efeito à escutelária isolada.

  • A lesão hepática é um risco documentado, não teórico Evidência moderada

    O flavocoxid (Limbrel), um alimento medicinal de prescrição que combinava baicalina de S. baicalensis com catequina, produziu uma série de casos de lesão hepática aguda relatada pela rede americana de Lesão Hepática Induzida por Medicamentos, com início tipicamente entre um e três meses e resolução após a suspensão. A FDA depois emitiu alerta sobre o Limbrel e lesão hepática induzida por medicamento. Extratos de escutelária de grau suplemento não são o mesmo produto, mas o sinal hepático pertence às flavonas dessa planta.

  • Não é a mesma planta que a calmante escutelária americana Evidência moderada

    Quase todas as alegações de sedação e ansiedade vendidas ao consumidor sob o nome "escutelária" derivam da Scutellaria lateriflora (escutelária americana), uma espécie diferente com química diferente. A raiz da escutelária-do-Baical é dominada por baicalina, baicaleína e wogonina e é tradicionalmente usada como erva anti-inflamatória de "limpar calor" (huang qin), não como calmante nervoso. Os rótulos frequentemente misturam as duas.

  • Uso antimicrobiano e em "protocolos para Lyme" Evidência limitada

    A S. baicalensis mostrou atividade contra Borrelia burgdorferi em fase estacionária em uma triagem in vitro da Johns Hopkins, com extrato a 1% — concentração longe de ser alcançável no sangue humano. Nenhum ensaio clínico a testou na doença de Lyme ou em sintomas persistentes de Lyme.

Dose e segurança

Dose estudadaExtratos padronizados de raiz costumam ser vendidos a 250-1000 mg/dia; o ensaio de osteoartrite de joelho usou 500 mg/dia da mistura UP446 de S. baicalensis + A. catechu. As decocções tradicionais usam 3-9 g de raiz seca por dia. Nenhuma dose foi estabelecida para qualquer indicação fora dessas misturas.
SegurançaA preocupação principal é a hepatotoxicidade: o flavocoxid contendo baicalina causou uma série documentada de casos de lesão hepática aguda e motivou ação da FDA, e existem também relatos esporádicos de lesão hepática com suplementos de escutelária. Interrompa e faça exames de enzimas hepáticas se surgirem fadiga, urina escura ou icterícia. A baicalina inibe e induz vários transportadores de fármacos e enzimas CYP — já se mostrou que reduz a exposição à rosuvastatina — então evite junto de estatinas, imunossupressores ou medicamentos de janela terapêutica estreita sem supervisão médica. Evite na gravidez e na amamentação (sem dados de segurança). Não é proibida no esporte.

Referências científicas

Onde comprar

Nutricost, Baikal Skullcap, 500 mg, 120 Capsules

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